Crítica de Os Incríveis 2

Depois de mais de uma década de espera (literalmente), finalmente Os Incríveis 2 chegou aos cinemas. Neste post, darei a minha opinião sobre o filme. Me acompanhem.

Lembrando: não haverá spoilers aqui. Sinta-se livre para ler até o final.


No novo filme, a Mulher-Elástica e o Senhor Incrível trocam os papéis. Enquanto Helena é chamada para trabalhar em algumas missões, Roberto fica em casa cuidando das crianças. Dessa maneira, o filme possui apenas um núcleo (no primeiro ato) que se divide e se torna dois no comecinho do segundo.

Esse é o primeiro erro do filme. Segue basicamente a mesma fórmula do primeiro, com algumas modificações. Não vou dizer que não tem momentos muito interessantes em ambos os núcleos. A Helena tem algumas cenas muito divertidas, sim. O Roberto cuidando das crianças tem o papel mais engraçado do filme, principalmente quando o bebê Zezé está em cena. O problema é que, logo na primeira cena, é perceptível como o filme funciona muito melhor quando a família inteira está junta. É muito mais divertido ver o Senhor Incrível sempre tentando se sobrepor aos outros, a Mulher-Elástica sempre preocupada, o Flecha desobedecendo quaisquer ordens dadas à ele, a Violeta tentando controlar o Flecha e o Zezé rindo muito. Então, por que a decisão de deixa-los separados durante a maior parte do longa? Não faz sentido algum, pra mim. Dessa maneira, o segundo ato é a pior parte do filme, por mais que não seja necessariamente ruim. Dava para "ser mais".

Pra mim, o que mais se destaca aqui é a trilha sonora. Tudo bem, a animação é de excelente qualidade, mas isso é algo que você já espera de um filme da Pixar, portanto, não impressiona (o que, automaticamente, é um ponto inerentemente positivo). Já em quesito áudio, acredito que é o que leva o filme nas costas. Nas cenas de verdadeira ação, a música tema dos heróis manipula seu envolvimento com tamanha sagacidade que te deixa cada vez mais vidrado no que está assistindo. Tem um momento no final do filme em que o áudio permanece muito alto por alguns segundos e então, quando os Incríveis conseguem completar seu plano (quem assistiu vai saber de que cena estou falando), vem um silêncio que me deixou com vontade de voltar a cena apenas para ouvir novamente. Infelizmente isso não é possível no cinema, haha. Podem ter certeza que passei algumas horas ouvindo a soundtrack de Os Incríveis 2 no Spotify.


O vilão não é nada demais, mas isso não quer dizer que é ruim. É bem clichê o modo como o filme tenta criar uma reviravolta, você prevê o que vai acontecer (e realmente acaba acontecendo), mas acho que isso não é algo que as crianças vão se importar. Ser clichê ou não depende muito da sua bagagem cultural, o que, no caso das crianças, não é tão ampla assim. Mas mesmo assim, o fato do filme ser "infantil" não significa que ele pode ter um roteiro "qualquer coisa". Sobre as motivações do vilão, me recuso a falar sobre. A pior coisa do filme.

Demora, mas chega. O terceiro ato do filme é simplesmente de deixar o queixo caído. Ação muito divertida, momentos engraçados, vou admitir que há um pequeno trecho onde meus olhos se encheram de lágrimas (se a lágrima não cai, ela nunca existiu, hein. haha). Bem, nesse momento do filme, os Incríveis estão juntos novamente (com a companhia do Gelado, claro) e isso é impressionante. Por mais que demore um pouquinho demais para se juntarem, finalmente acontece e é eletrizante. São os melhores momentos longa.

Nota: 8,0. Mesmo com um segundo ato arrastado e alguns erros no roteiro, o longa diverte e é um deleite para quem passou a infância assistindo inúmeras vezes o antecessor.
Crítica de Os Incríveis 2 Crítica de Os Incríveis 2 Reviewed by Otávio Oliveira on 14.7.18 Rating: 5

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